| Megaempresário diz que trabalha com planejamento, "pensando as coisas 50, 100 anos na frente" | |||
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João Ventura O empresário Eike Batista, dono da empresa EBX e sócio da empresa MMX, responsável pela construção do Complexo Logístico do Açu, esteve na semana passada EXPECTATIVA ESCOLHA DE SJB EMPRESAS PETRÓLEO MÃO-DE-OBRA INVESTIMENTOS NA REGIÃO TERMOELÉTRICA | |||
segunda-feira, 27 de julho de 2009
“É o Brasil moderno no Açu”
A chegada do Eike Batista; um enigma, empreendedor, expoente da modernidade econômica tupiniquim
Mineiro de Governador Valadares, esse escorpiano, nascido num 3 de novembro, é o conhecido homem brasileiro do século XXI. Eike (Aique, como se pronuncia), conduziu a carreira e administrou seus negócios, sua imagem, para se tornar a maior estrela do mundo empresarial do país. Ele veio Foi recebido no Estádio Manoel José Viana de Sá, pela prefeita Carla Machado, do município sanjoanense e todo seu staff: Sérgio Romero Costa, Victor Aquino Fernandes, Marcos Sá, Eleilton Meireles, Graça, Lúcia Machado, Fred Machado dos Santos, Márcio Soares, Carlos Guilherme Machado, Pedro Nilson Berto, Alexandre Magno da Motta, Luís Augusto Cunha, Seni Ripper e todos se dirigiram para o gabinete da prefeita Carla, onde Eike deu coletiva à imprensa regional, falada, escrita e televisada. Sempre bom vivant, sempre otimista, sorriso largo aberto de esperança, revelou pérolas para a região e concluiu-se que o sucesso do Eike deriva de uma confluência de fatores superobjetivos extremamente favoráveis. Conservadíssimo para os seus 50 anos, ele vestia camisa índigo blue, calças jeans customizadas, tênis com detalhes azul em “X” discreto na lateral, e blazer preto de cotelê e veludo esbanjando charme todo o tempo. Está escrito: o porto é uma realidade. O porto respira e o porto já vive. É o mais alto empreendimento de todos os níveis que se tem notícia por aqui. Sempre interagido pelo presidente da Cedae, Wagner Victer, Eike é direto, rápido e tem respostas firmes e de esperanças concretizadas. Almoço Eike é um efeito infinitivo. É o vértice produzido em torno dos grandes empreendimentos movimentadíssimos. Na churrascaria, a presença da ex-governadora Rosinha Garotinho Matheus e a cantora Joana, que na noite anterior fez show No salão chic, movimentado, cerca de 30 mesas de ferro, cadeiras idem, toalhas brancas de organdi até o chão e um arranjo de flores amarelas, simbolizando, o ouro, a luz, o poder deste século XXI. Para seus 50 anos ele está conservadíssimo. Cerimônia Os aplausos vinham de todas as direções. A leitura da ata que concedeu a Eike a medalha, foi lida elegantemente pela Maria Célia Pacheco, secretária, sob olhares da Comissão do Mérito, Fernando Lobato, Perila Rodrigues, Plínio Berto e Cristiane de Assis. Uma manhã elegante como poucas naquela cidade, que vê a chama do progresso reacender cada vez mais... No telão, o que é a MMX, o que é EBX, o que é a OGX, a BFX e a gastronomia, o turismo e o meio ambiente, extremante “X”. Bye e até mais ver Na saída O homem Eike Almoço Ele |
Investimento no Açu chega a R$ 40 bilhões
| Presidente do Grupo EBX, Eike Batista, foi homenageado em SJB |
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João Ventura O presidente do Grupo EBX, Eike Batista, esteve ontem no município de São João da Barra para visitar as obras do Complexo Portuário do Açu, empreendimento que está sendo realizado por uma de suas empresas, ao custo de R$ 40 bilhões, se somar as iniciativas de outras 30 empresas atraídas pelo porto. Além de verificar o empreendimento, Eike ainda foi homenageado pelo município com a outorga da Medalha do Barão de São João da Barra, título máximo do município. Ele foi recebido pela prefeita de SJB, Carla Machado e a ex-governadora Rosinha Matheus. Essa foi a segunda vez que Eike esteve no município. A primeira foi no final do ano de 2006, quando foi lançada a pedra fundamental do Complexo Portuário. O empresário desembarcou em Campos por volta das 10h30 da manhã, no Aeroporto Bartholomeu Lizandro, onde pegou um helicóptero que seguiu para o Açu. Lá, Eike, sobrevoou as obras por cerca de meia hora, seguindo depois para São João da Barra. No gabinete da prefeita Carla Machado teveu ma conversa reservada e depois concedeu uma entrevista coletiva, onde falou sobre o investimento. — Nós sobrevoamos a área do porto e vocês devem saber, há mais ou menos 1.500 pessoas trabalhando na área. Este será um dos grandes superportos do Brasil. Só para vocês terem uma idéia, a ponte de acesso tem Após a coletiva, Eike se encaminhou para um restaurante, onde em cerimônia, foi homenageado pelo município. Além dele, também receberam placas o presidente da Cedae, Wagner Victer, que acompanhou a comitiva, Rosinha, que era governadora à época do lançamento da pedra fundamental, e o atual governador, Sérgio Cabral, que não pode comparecer, mas enviou representantes. A cantora Joana, que um dia antes havia feito um show no município, também compareceu à cerimônia. Em seu discurso, a prefeita, Carla Machado, agradeceu ao empresário pelos investimentos no município e, quebrando o protocolo lembrou a importância dos investimentos na região. “Fizeram um discurso bonito para mim, mas temos muito orgulho em ter amigos e companheiros de trabalho realizando coisas no município. Esperamos que as empresas do grupo X continuem dando lucro e investindo no município”, disse. Já Eike, ao receber a homenagem, agradeceu a “carinhosa harmonia” com o município e a equipe que o acompanha. “a homenagem é de vocês também”, finalizou. Segundo empresário, porto do Açu será o maior de todos os países banhados pelo Atlântico Durante a entrevista, Eike também anunciou que um grupo de trinta empresas nacionais e internacionais, já assinaram um protocolo de intenções, onde vão investir cerca de R$ 30 bilhões na área do Complexo Portuário do Açu e outros R$ 10 bilhões na instalação de uma fábrica de tubos e chapas de aço por parte da empresa italiana, Tequinte. Além disso, o empresário também informou que a área construída no Açu tem perspectiva de investimentos para os próximos 30 anos. O investimento para a construção do Porto em si serão investidos cerca de US$ 6 bilhões, dos quais US$ 1,6 bilhão são investidos na construção do Complexo Portuário e outros US$ 4,1 bilhões na usina termoelétrica, com capacidade de gerar 2.100 MV para as usinas que irão se instalar em torno do Porto. Atualmente, 1.500 pessoas trabalham nas obras. “Os navios cresceram de uma tal maneira que sem um porto dessa dimensão, você não entra nas principais rotas de comércio no mundo. Esse é um superporto que vai fazer uma revolução na região. Para você entrar hoje em um porto no Rio de Janeiro ou em Santos, é complicado, pois a cidade meio que engalfinhou os focos. E os equipamentos de última geração, que são navios gigantescos, tem que entrar e sair muito rapidamente”, disse. “Como você possui uma área muito grande, estamos criando um conceito supermoderno, que é o conceito de Porto-Indústria. Aqui vai se criar o maior pólo industrial do Brasil e do Atlântico”. Eike também comentou o fato de São João da Barra ter sido escolhido para a instalação do Porto. “Começou com o Wagner (Victer) tirando da gaveta da Secretaria (Energia, Indústria Naval e Petróleo) esse projeto. Ele ofereceu a vários grupos nacionais e nós enxergamos que havia a oportunidade de construir um porto enorme. O que mais chamou atenção é que perto de Campos, | |||
Eike recebe comenda em SJB
| Empresário constrói Complexo Logístico no Açu | |||
Nagyla Corrêa Agraciado no ano passado com a comenda Barão de São João da Barra, o presidente do Grupo MMX, empresário Eike Batista, estará no município amanhã para receber de fato a medalha. O empresário preside o grupo que está construindo o Porto no Açu, com expectativa de geração de três mil empregos na região. Ele aproveita a presença no município para visitar as obras do porto. Eike vai chegar de helicóptero e será recebido pela prefeita do município, Carla Machado, que também deve acompanhá-lo na visita ao canteiro de obras. De acordo com a assessoria de imprensa do Grupo, ontem o empresário ainda estava fechando a sua agenda e somente hoje será definida a seqüência dos seus compromissos. A princípio, está marcada a sua chegada por volta das 9h. Ontem também os assessores da prefeitura estavam organizando o almoço, mas ainda não tinham a definição se Eike atenderia a imprensa numa coletiva, provavelmente, antes da solenidade. Além disso, como o governador, Sérgio Cabral, estará numa viagem ao exterior amanhã, a prefeitura fez o convite ao vice-governador Luiz Pezão. A decisão deve ser oficializada somente hoje. Mineiro de Governador Valadares, Eike Fuhrken Batista é um empresário que atua em várias áreas, com destaque a mineração. O negócio, segundo Eike, foi fechado em três meses e representa a maior operação da mineradora anglo-sul-africana no mundo. Segundo o empresário, a EBX continuará dona da MMX, que, com a reestruturação, vai vender operações. Com isso, a recém-criada Newco, da Anglo, comprará dois dos principais ativos da MMX: a MMX Amapá e a MMX Minas-Rio. Investimento no município é de US$ 2,5 bilhões até o ano de 2010 De acordo com representantes da empresa, três razões motivaram a escolha para a instalação do empreendimento: seu posicionamento geoeconômico, com possibilidade de atender a demanda do Sudeste Brasileiro, onde concentra a maior parcela do PIB do país; a utilização de áreas já bastante degradadas para as atividades retroportuárias, minimizando impactos ambientais; e a possibilidade de ancoragem de navios de grande porte, com avanço relativamente pequeno mar adentro. Para cada emprego direto, três são gerados indiretamente. Daí estima-se pelo menos 5.100 empregos a serem gerados na implantação do complexo, com reflexos principalmente em São João da Barra, movimentando a economia através de restaurantes, pousadas, escolas, comércio, entre outras áreas. | |||
SJB condecora hoje Eike Batista com a Comenda do Barão
| Vice-governador confirma presença | | ||
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DA REDAÇÃO Antes do almoço para a entrega da Comenda Barão de São João da Barra ao presidente do Grupo MMX, empresário Eike Batista, que está construindo o Complexo Logístico do Porto do Açu, ele vai dar uma coletiva marcada para as 11h30 no gabinete da prefeita do município, Carla Machado. O vice-governador, Luiz Pezão, também confirmou a presença e, junto com a prefeita, vai acompanhar o empresário à visita às obras do Porto, logo pela manhã. A comenda representa a maior honraria do município concedida durante as comemorações do aniversário da cidade, que completou 158 anos ontem. Eike foi homenageado no ano passado junto com outro empresário da cidade, mas, como não pôde comparecer, a solenidade ficou marcada para hoje. O empresário brasileiro preside um dos maiores grupos do país, com destaque a mineração, e a obra do Açu é sinônimo de desenvolvimento para toda a região, com expectativa de geração de três mil empregos. O vice-governador estará no município representando o governador, Sérgio Cabral, que, em função da recente viagem à Alemanha, não pôde firmar este compromisso fora da capital. Depois do almoço, Pezão deve acompanhar Carla na inauguração da Avenida Afonso Nunes, do outro lado da Lagoa de Iquiparí, em Grussaí. O Porto – Prevê investimentos na ordem de U$ 2,5 bilhões para as instalações do complexo logístico no Açu, incluindo obras civis, dragagem, construção de linhas elétricas, melhorias em estradas de acesso, compensações ambientais às localidades e ainda a compra e montagem de equipamentos eletromecânicos de grande porte. O início das operações está previsto para o primeiro semestre de 2010 e, nas obras, já estão empregados 1.200 pessoas, 55% da região. Pelo menos três vagas são criadas para cada emprego direto, otimizando a estimativa de geração de mais de cinco mil frentes de trabalho na região, sendo São João da Barra a principal cidade beneficiada. A economia do município já está sendo melhorada com a maior movimentação nos restaurantes, pousadas, comércio de um modo geral, entre outros. | |||
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Emprego deve crescer na região, mas impacto na segurança e no meio ambiente preocupa
Alberto Komatsu
Aos 68 anos, a pensionista Cecília Machado França jamais havia visto um movimento tão grande de caminhões na estrada onde mora. Nascida em São João da Barra, no litoral norte fluminense, ela ainda não se acostumou com o tráfego intenso diante da porta de sua casa, a cerca de dois quilômetros da entrada do que será o Complexo Portuário do Açu, investimento de US$ 2,5 bilhões que começa a ser erguido. São 160 caminhões por dia que trafegam carregados de argila para firmar o terreno de algumas áreas que abrigarão imóveis e máquinas.
"Já está dando para comprar uma carne um pouco melhor", diz Cecília, que tem dois filhos e três genros ex-lavradores trabalhando no porto. Ao lado de seu terceiro filho, Roberto, lavrador de 34 anos, ela diz que, no início, tinha receio das obras e medo de se mudar. "O pessoal (do porto) veio aqui e falou que a vida vai melhorar e que vai ter muito emprego."
O dono do empreendimento, o empresário Eike Batista, já negocia investimentos de pelo menos US$ 12 bilhões só para a instalação de uma siderúrgica. Uma montadora e uma termelétrica também deverão integrar o projeto, que já rende bons resultados para estabelecimentos comerciais locais e até uma cooperativa de costureiras. Moradores foram beneficiados com as melhorias da estrada de terra que leva ao porto, que antes tinha alagamentos.
Letícia Barreto Gomes, vendedora de uma loja de rações, diz que as vendas aumentaram 10% desde o início das obras. A Costurarte, cooperativa de costureiras, negocia com a LLX para produzir uniformes para os funcionários do projeto.
Para autoridades e acadêmicos, a enorme quantidade de trabalhadores que viverão temporariamente nas proximidades de São João da Barra preocupa. O receio é com segurança, prostituição e aumento do custo de vida.
A prefeita local, Carla Machado (PMDB), negocia com a LLX a construção de alojamentos com infra-estrutura para evitar a aproximação dos trabalhadores das pessoas que moram perto do porto. "A idéia é que eles venham a intervir na cidade da menor maneira possível."
O gerente de operação portuária da LLX, Romeu Rodrigues, estima que serão 1,5 mil trabalhadores no pico das obras. Atualmente, já trabalham cerca de 800 pessoas.
MEIO AMBIENTE
Entre especialistas de meio ambiente, porém, a preocupação é com o impacto na área de restinga, vegetação predominante no entorno do porto. "A termelétrica terá capacidade para 2 mil Megawatts (MW). É mais do que as usinas de Angra 1 e 2 juntas. Você não gera energia nessa quantidade impunemente", diz o professor de educação Ambiental do Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos dos Goytacazes (Cefet), Hélio Gomes Filho.
Segundo ele, o receio é o de haver uma mudança na temperatura da água do mar, que será utilizada para resfriar as máquinas da termelétrica.
O integrante da ONG Cidade 21, Roberto Moraes, diz que as pedras a serem usadas na construção virão de uma pedreira adquirida pela LLX em Campos, no morro de Itaoca. Ele receia o aumento de tráfego dos caminhões em Campos e região. A areia que será retirada do fundo do mar para o porto receber navios de grande porte também preocupa.
Romeu Rodrigues, gerente da LLX, diz que cerca de 30% da área total do porto, de 7,8 mil hectares, será de preservação ambiental. Para cada árvore extraída da restinga, serão replantadas cinco.
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080504/not_imp166990,0.php
Complexo do Açu vai atender indústria petrolífera
Por Victor Abramo
Fonte:
Data: 20/10/2006 00:00
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O Complexo Logístico e Industrial do Açu, em São João da Barra (RJ), poderá servir de base de apoio para a indústria petrolífera no norte-fluminense e para o setor alcooleiro regional, além de vir a ser o pólo exportador do minério de ferro produzido pelo Grupo MMX em Minas Gerais.
Durante a apresentação do projeto logístico pelo presidente do Grupo MMX, Eike Batista, nesta sexta-feira (20/10), a govenadora Rosinha Matheus informou que pretende atrair a refinaria Premium da Petrobras para o município de Campos, no norte fluminense, aproveitando a estrutura logística que surge a partir do empreendimento da MMX.
O diretor de negócios da MMX, Rodolfo Landim, acredita que a proposta poderia fazer sentido logístico. Segundo ele, a refinaria Premium da Petrobras, que tem capacidade de processar 500 mil barris diários de petróleo pesado, tem o objetivo de processar este óleo bruto para que ele alcance um nível de qualidade aceitável para exportação.
Neste sentido, a refinaria próxima a um porto de grande calado e capacidade para grandes tonelagens é considerado adequado pelo executivo, que foi também presidente da BR Distribuidora. Landim ressalta, no entanto, que não há nenhuma informação sobre o interesse da Petrobras a respeito a utilização das instalações da MMX. Por outro lado, informa que a infra-estrutura é adequada e caso a refinaria seja colocada na região haveria uma "sinergia natural".
Além da exportação de petróleo, o Complexo Logístico do Açu também poderá servir para outras necessidades da indústria petrolífera, especialmente no que se refere ao transporte de equipamentos e materiais para a indústria offshore.
"Atualmente, toda a produção de peças, placas de aço, equipamentos está em locais que a logística condena", resume Landim, que também descreve o tortuoso caminho de equipamentos, chapas de aço, módulos industriais desde os locais de produção até a Bacia de Campos, por meio de caminhões, passando por portos já saturados até chegarem ao destino.
segundo o executivo, o empreendimento da MMX, que contempla também a instalação de uma usina de pelotização próxima ao porto, atrairá, certamente, empreendimentos siderúrgicos para a região o que será um grande ganho logístico para indústria petrolífera.
"Com este empreendimento, as indústrias poderão montar os equipamentos na região do porto e escoar para a Bacia de Campos de forma muito mais eficiente", considera.
Além da indústria petrolífera, Landim comenta que o porto também poderá servir de incentivo para a retomada da produção alcooleira na região. Atualmente, 90% da produção de açúcar e álcool se concentra nas regiões de São Paulo e Goiás e uma outra parte no Nordeste brasileiro. O executivo acredita que a possibilidade de exportar através do porto da MMX poderá incentivar a retomada desta agroindustria, que já foi muito representativa no Norte Fluminense.
O projeto do Complexo Logístico e Indústrial do Açu foi apresentado pelo presidente da MMX nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro. O Complexo é parte do Sistema MMX Minas-Rio, criado para possibilitar o escoamento da produção de minério de ferro da companhia em Minas Gerais. O Sistema é composto pela mina, em Conceição do Mato Dentro (MG), por um mineroduto de 500Km atravessando 32 municípios, pela usina de pelotização e pelo porto do Açú para o escoamento da produção.
O investimento previsto no projeto é de US$ 1,3 bilhão e o início das obras está previsto para o primeiro ou segundo trimestre de 2007 e o início de operação para primeiro trimestre de 2009. A expectiva de rendimento é de US$ 850 milhões para a exportação de 26,5 milhões de toneladas por ano de minério de ferro.
Em 2009, o transporte através do mineroduto e a exportação seria de 8 milhões de toneladas ano de minério de ferro. Em 2010, o volume chegaria a 20 milhões de toneladas por ano e a capacidade máxima seria atingida em 2011.
O secretário de Energia, Indústira Naval e do Petróleo, Wagner Victer, informou ainda que o governo estadual retirou o ICMS dos ativos do Sistema Minas-Rio, o que representa cerca de US$ 150 milhões de desconto de ICMS para o a implantação do projeto e ofereceu ainda a redução da alíquota de ICMS para 2% na região para a comercialização no mercado interno.
O secretário informou, ainda, que o licenciamento ambiental deverá ser concedido até o final do ano pela Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema), que é o órgão ambiental estadual. Também presente o evento, a presidente da Feema, Isaura Fraga, informou que o estudo de impacto ambiental, Eia-Rima, já foi apresentado e está para ser marcada a Audiência Pública proximamente.

