segunda-feira, 27 de julho de 2009

“É o Brasil moderno no Açu”

Megaempresário diz que trabalha com planejamento, "pensando as coisas 50, 100 anos na frente"

Ari Kaye/Jornal do Comercio

EIKE Fuhrken Batista, nascido
em Governador Valadares(MG) em 1957, é um empresário brasileiro, que atua em várias áreas, com destaque a mineração

João Ventura

O empresário Eike Batista, dono da empresa EBX e sócio da empresa MMX, responsável pela construção do Complexo Logístico do Açu, esteve na semana passada em São João da Barra para vistoriar as obras do investimento. Eike, que tornou-se um dos homens mais ricos do Brasil, concedeu uma entrevista coletiva e falou sobre vários aspectos do que chamou de “instalação de um Brasil moderno”. Eike comentou também sobre a escolha da área do Açu para a instalação do projeto e disse ainda que há a preocupação da empresa com o crescimento ordenado. Confira os principais trechos da coletiva do empresário:

EXPECTATIVA
Nós sobrevoamos a área do porto e vocês devem saber que há cerca de 1.500 pessoas trabalhando no porto, que vai se tornar um dos grandes superportos do Brasil. Só para vocês terem uma idéia, a ponte de acesso tem
27 metros de largura, mais larga do que a ponte Rio-Niterói. Isso dá uma dimensão do que poderá se exportar por aí e importar também, porque anexando o Açu a Campos com a FCA (Ferrovia Centro Atlântica), a estrada de ferro que é um dos planos do projeto, você poderá importar carvão de Minas Gerais, enfim, fazer um novo corredor de exportação, não só para tirar minério e outros produtos de Minas Gerais, mas também importar produtos de fora. Aqui vai ser uma entrada e saída e eu gostaria de lembrar que será um superporto, que não existe no Sudeste do Brasil. Se formos comparar, seria como uma tomada de 380 Volts, supermoderna. A gente respeita e sabe que o Brasil não investiu mais nessa área, especialmente no Sudeste. Os portos que vocês sabem que existem dentro das cidades, no Rio de Janeiro e em outras cidades da costa, 70% do movimento acontece aqui, mas você não tem portos modernos. Ajuda você modernizar um porto que está dentro de uma cidade, mas os navios cresceram de uma tal maneira que sem um porto dessa dimensão, você não entra na rota de comércio das principais cidades do mundo. Então, aqui no Sudeste, será o primeiro superporto do Atlântico, que vai fazer uma revolução na região porque você conseguir assegurar a mineração que está em Minas Gerais, que está custeando um investimento maciço de quase R$ 1 bilhão no porto, na instalação dos píers, como a gente assegurou uma retroárea gigante, a gente tem outro conceito supermoderno que é o conceito porto-indústria. Então eu asseguro dizer que as indústrias que vão vir, se instalar na retroárea, aqui vai se criar o maior pólo industrial do Brasil.

ESCOLHA DE SJB
Começou com o Wagner (Victer) tirando da gaveta da Secretaria (Energia, Indústria Naval e Petróleo) esse projeto. Ele ofereceu a vários grupos nacionais e nós enxergamos que havia a oportunidade de construir um porto enorme. O que mais chamou atenção é que perto de Campos,
em São João da Barra, havia uma retroárea livre onde a gente pode conceber o porto-indústria. Essa idéia foi germinada em uma gaveta do Wagner Victer, no governo de nossa querida governadora Rosinha, que fomentou, que colocou a pedra fundamental lá no final de dezembro de 2006. Esse processo é assim, o setor público e o setor privado trabalhando como uma PPP (Parceria Público-Privada). Isso aconteceu e, com o apoio da nossa querida prefeita Carla (Machado) se criou, se entendeu a importância de se colocar um projeto dessa magnitude de pé. Estamos no início desse processo todo e, para vocês que moram aqui e tem filhos, queremos vê-los preparados e educados, porque, na minha visão, temos 30 anos de crescimento sem parar e isso aqui vai mudar muito.

EMPRESAS
Posso dizer hoje que temos mais de 30 memorandos assinados por empresas que correspondem a mais ou menos R$ 30 bilhões de investimento. Isso hoje. Nós estamos construindo agora uma casa para recepcionar as pessoas, um auditório, mas nós nem montamos o estande de vendas ainda. Isso é só porque a mídia vem divulgando, a mídia internacional, as empresas estrangeiras sempre se perguntavam e se perguntam como entram e saem do Brasil, de uma maneira eficiente. Se você entrar hoje em um porto no Rio de Janeiro ou em Santos, as cidades meio que engalfinharam os portos e os equipamentos de última geração, que são navios gigantescos, precisam entrar e sair muito rápido. Eles requerem até 12 guindastes para tirar a carga de um navio conteineiro de última geração e para isso é preciso uma área na retaguarda muito grande. Isso que tem sido possível aqui. De acordo com o estudo do projeto do Victer, as correntezas e vários fatores da natureza, propiciavam que tivéssemos um superporto e isso que faz a diferença. Um calado de
18 metros e meio, é óbvio que você tem que dragar, mas tem que dragar pouco, e quando a natureza ajuda nesse processo, o custo para se manter isso, comparados com vários outros portos no Brasil hoje, a natureza te favorece. A combinação disso junto com a área livre na praia, faz com que o porto-indústria, seja um conceito que vira todos os outros de cabeça para baixo.

PETRÓLEO
Não esqueçamos ainda do petróleo, que nós, por acaso, quando fomos enxergar, e que podíamos participar da nona rodada do leilão da ANP (Agência Nacional do Petróleo), e que as áreas estavam na frente aqui do porto, da qual você precisa de logística também em transporte; em Macaé, por exemplo, não se tem mais área livre, está tudo atolado, não tem mais área. Não adianta fazer puxadinho, as coisas tem que vir todas juntas. O Brasil moderno não aceita puxadinhos. Você faz uma coisa grande e as coisas ficam desequilibradas. Fazemos as coisas pensando 50, 100 anos na frente.

MÃO-DE-OBRA
Eu acho crucial que a empresa se preocupe com a maciça mão-de-obra que vai vir para cá; temos que nos preocupar também com áreas habitacionais modernas e inteligentes. O modelo de desenvolvimento do tipo Ipanema, quando eu era criança só haviam casas ali. Aí, quando começaram a construir prédios, as pessoas traziam mão-de-obra de fora e essas pessoas acabaram criando as favelas que são problema até hoje no Rio de Janeiro. Nós fazemos questão que isso não aconteça aqui.

INVESTIMENTOS NA REGIÃO
O pólo industrial vai acontecer na retroárea atrás, a indústria requer uma logística suficiente. Mas é sempre num raio de
200 quilômetros, é algo extraordinário. É um mega-pólo industrial, pensem como um Brasil moderno sendo instalado ali (no Açu) e com área de influência gigantesca, inclusive no Rio de Janeiro. Só a Tequinte (empresa italiana) anunciou algumas semanas atrás que pretende investir mais R$ 10 bilhões de dólares. Isso não está nem nos R$ 30 bilhões que eu mencionei antes. E o mais bonito é o seguinte: vão transformar nosso minério de ferro em produto de valor agregado, chapas de aço e ainda vão fazer uma usina de produção de um milhão de toneladas de tubos, ou seja, agregar o máximo de valor na cadeia produtiva, o que é algo que nós temos que investir e fazer acontecer e vai acontecer aqui.

TERMOELÉTRICA
Aqui, em termos de geração térmica o Açu pode comportar 10 mil Mega Watts. Nós estamos negociando três térmicas a carvão inicialmente e depois o gás, pois nós achamos que aqui vai ter gás
em abundância. Ou seja, o Rio de Janeiro que já é exportador de energia, se tornará um mega exportador de energia para todo o Brasil porque o Brasil está carente de energia. Para vocês terem uma idéia de tamanho, nós estamos falando de cinco mil Mega Watts de energia térmica, que equivalem a uma Itaipu Hidráulica. O pólo industrial que o empresário estrangeiro quer hoje, para qualquer país, quando ele está analisando, ele se preocupa com legislação, impostos e a energia é um dos pilares para você pensar se investe ou não em um país. E se você tem energia no seu quintal, dentro de sua área industrial é mais um chamariz. Então se tem um porto moderno, de baixíssimo custo, geração de energia barata, porque ela está do seu lado, então são vários componentes que apresentam diferenciais e façam com que você não pense nem duas vezes para investir.

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A chegada do Eike Batista; um enigma, empreendedor, expoente da modernidade econômica tupiniquim

Impacto Produções

EIKE Batista e Carla Machado, após homenagem


Mineiro de Governador Valadares, esse escorpiano, nascido num 3 de novembro, é o conhecido homem brasileiro do século XXI.

Eike não tem medo de seguir o próprio instinto, porque é bastante criativo e pode interferir nos fatos de maneira positiva. Qualquer que seja a opção. E por isso ele usa o X em suas empresas.

Eike (Aique, como se pronuncia), conduziu a carreira e administrou seus negócios, sua imagem, para se tornar a maior estrela do mundo empresarial do país.

Ele veio
Eike sobrevoou todo complexo logístico do Porto do Açu e foi direto para a cidade de São João da Barra em seu avião particular (um possante helicóptero, onde abriga toda sua equipe de trabalho). As suas empresas têm o nome terminado com a letra X, símbolo da multiplicação, e todas as cifras de suas transações comerciais têm de conter a dezena 63... e 63 é o número de seu barco quando foi campeão mundial em corrida de lancha...

Foi recebido no Estádio Manoel José Viana de Sá, pela prefeita Carla Machado, do município sanjoanense e todo seu staff: Sérgio Romero Costa, Victor Aquino Fernandes, Marcos Sá, Eleilton Meireles, Graça, Lúcia Machado, Fred Machado dos Santos, Márcio Soares, Carlos Guilherme Machado, Pedro Nilson Berto, Alexandre Magno da Motta, Luís Augusto Cunha, Seni Ripper e todos se dirigiram para o gabinete da prefeita Carla, onde Eike deu coletiva à imprensa regional, falada, escrita e televisada. Sempre bom vivant, sempre otimista, sorriso largo aberto de esperança, revelou pérolas para a região e concluiu-se que o sucesso do Eike deriva de uma confluência de fatores superobjetivos extremamente favoráveis. Conservadíssimo para os seus 50 anos, ele vestia camisa índigo blue, calças jeans customizadas, tênis com detalhes azul em “X” discreto na lateral, e blazer preto de cotelê e veludo esbanjando charme todo o tempo. Está escrito: o porto é uma realidade. O porto respira e o porto já vive. É o mais alto empreendimento de todos os níveis que se tem notícia por aqui. Sempre interagido pelo presidente da Cedae, Wagner Victer, Eike é direto, rápido e tem respostas firmes e de esperanças concretizadas.

Almoço
Do salão de entrevistas, o empresário seguiu com a prefeita Carla para almoço numa churrascaria, toda repaginada e produzida pelo promotter e design João Ibrahim Farah, que ganhou aplauso do Eike e de sua equipe. No hall de entrada da churrascaria, estátuas vivas, douradas, do Fernando Lobato, mostrando piamente a marca MMX em alto relevo, pelos artistas. Lá dentro, todo o glamour possível.

Eike é um efeito infinitivo. É o vértice produzido em torno dos grandes empreendimentos movimentadíssimos. Na churrascaria, a presença da ex-governadora Rosinha Garotinho Matheus e a cantora Joana, que na noite anterior fez show em San Juan pelo dia de São João Batista.

No salão chic, movimentado, cerca de 30 mesas de ferro, cadeiras idem, toalhas brancas de organdi até o chão e um arranjo de flores amarelas, simbolizando, o ouro, a luz, o poder deste século XXI. Para seus 50 anos ele está conservadíssimo.

Cerimônia
Começou a cerimônia da entrega da Medalha – Comenda Barão de São João da Barra, que Eike recebeu garbosamente das mãos da prefeita Carla Machado e beijou em sinal de agradecimento. Aplausos, muitos aplausos. Eike foi gentil todo o tempo e fez fala bonita de agradecimento. Carla pronunciou fala por sua cidade, pelo que Eike está fazendo, da chama do futuro. Foi muito aplaudida. A cerimônia foi magistralmente conduzida pelo comunicador Gerson Lopes dos Santos e organizada pela equipe do cerimonial, Leonora Santos, Márcia Coutinho, Rita Amaral, Tâmara Malhardes, Wagner Diniz, Branco, Mayco arregimentado pelo secretário Sérgio Teixeira Franco.

Os aplausos vinham de todas as direções. A leitura da ata que concedeu a Eike a medalha, foi lida elegantemente pela Maria Célia Pacheco, secretária, sob olhares da Comissão do Mérito, Fernando Lobato, Perila Rodrigues, Plínio Berto e Cristiane de Assis. Uma manhã elegante como poucas naquela cidade, que vê a chama do progresso reacender cada vez mais...

No telão, o que é a MMX, o que é EBX, o que é a OGX, a BFX e a gastronomia, o turismo e o meio ambiente, extremante “X”.

Bye e até mais ver
O diretor-secretário do Monitor Campista, Jairo Coutinho Maia, foi apresentado a Eike, elogiou o trabalho conhecido e o Jornal do Commercio, de quem é muito amigo do diretor-presidente Maurício Dineppi, compadre do Jairo. Eike é o “Rei do Rio”. Ele está assumindo um lugar de destaque no cenário nacional. Outra presença very important, a do empresário e pecuarista Ari Pessanha Monteiro, o jornalista Aluisio Barbosa, Roberto D Afonseca Monteiro, da Receita Federal e o professor Antonio Neves.

Na saída
Mega mesas de doces variadíssimos, licores, cafés, capuccinos, chocolates, biscoitos finos, maravilhas que Eike provou um pouco de tudo e não deixou de levar não só a goiabada da terra, mas sucos de acerola e pitangas...

O homem Eike
Ex da Luma de Oliveira, Eike é pai de Olin e Thor, que já estão juntos dele nos negócios de suas empresas. Atualmente namorando a morena bonita, a advogada Flávia. Ele é um talento que herdou do pai Eliezer Batista. Eike dorme cedo, mas diz estar amando a namorada Flávia Sampaio. É fã de café, leite, pão e manteiga.

Almoço
Serviço classe A da Vera Sueth, um suntuoso coquetel foi ao ar com carpacios de carne e salmão, patê de foia grá com geléia de amora, pastas de mousses salgadas, canapés, pães e queijo para couvert salgados quentes. No almoço: arroz branco, risoto de camarão, tournedor de filé ao molho Monte Carlo, bacalhau ao creme de queijos, champignon e alcaparras, rolinho de frango e presunto de Parma, creme de milho e Juliana de legumes. Nas sobremesas: suflê de goiabada, requeijão, salada de frutas, sorvete diet, banana flambada, sorvete de cremes, mini mousses de chocolate, de maracujá, petit four e torteletes... O máximo... De tudo Eike pinçou um pouco.

Ele
Em 2007 Eike estreou na lista da Forbes, dos mais ricos do mundo, ficando na 142ª colocação. Os outros dois brasileiros são: Antonio Ermírio de Moraes (77º) e Joseph Safra (101º). Todas pessoas têm talento e procura o X da questão. O negócio é descobri-lo e adequá-lo. Seja como for, o fato é que para associar cada vez mais sua imagem ao lado empresarial, Eike deixou sempre sua naturalidade ditar este seu comportamento em vários X. Tenho dito.

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Investimento no Açu chega a R$ 40 bilhões

Presidente do Grupo EBX, Eike Batista, foi homenageado em SJB

Divulgação

medalha - O empresário Eike Batista, durante entrevista coletiva, ontem, no gabinete da prefeita Carla Machado


João Ventura

O presidente do Grupo EBX, Eike Batista, esteve ontem no município de São João da Barra para visitar as obras do Complexo Portuário do Açu, empreendimento que está sendo realizado por uma de suas empresas, ao custo de R$ 40 bilhões, se somar as iniciativas de outras 30 empresas atraídas pelo porto. Além de verificar o empreendimento, Eike ainda foi homenageado pelo município com a outorga da Medalha do Barão de São João da Barra, título máximo do município. Ele foi recebido pela prefeita de SJB, Carla Machado e a ex-governadora Rosinha Matheus. Essa foi a segunda vez que Eike esteve no município. A primeira foi no final do ano de 2006, quando foi lançada a pedra fundamental do Complexo Portuário.

O empresário desembarcou em Campos por volta das 10h30 da manhã, no Aeroporto Bartholomeu Lizandro, onde pegou um helicóptero que seguiu para o Açu. Lá, Eike, sobrevoou as obras por cerca de meia hora, seguindo depois para São João da Barra. No gabinete da prefeita Carla Machado teveu ma conversa reservada e depois concedeu uma entrevista coletiva, onde falou sobre o investimento.

— Nós sobrevoamos a área do porto e vocês devem saber, há mais ou menos 1.500 pessoas trabalhando na área. Este será um dos grandes superportos do Brasil. Só para vocês terem uma idéia, a ponte de acesso tem 27 metros, mais larga do que a ponte Rio-Niterói. Isso dá para a gente ter uma dimensão do que a gente vai poder exportar e importar por aí — explicou ele. O projeto do porto ainda inclui a anexação do Açu a Campos através da linha férrea da Ferrovia Centro Atlântica (FCA). No meio da coletiva, a ex-governadora Rosinha chegou ao local, acompanhada do vice-prefeito de Campos, Roberto Henriques.

Após a coletiva, Eike se encaminhou para um restaurante, onde em cerimônia, foi homenageado pelo município. Além dele, também receberam placas o presidente da Cedae, Wagner Victer, que acompanhou a comitiva, Rosinha, que era governadora à época do lançamento da pedra fundamental, e o atual governador, Sérgio Cabral, que não pode comparecer, mas enviou representantes. A cantora Joana, que um dia antes havia feito um show no município, também compareceu à cerimônia.

Em seu discurso, a prefeita, Carla Machado, agradeceu ao empresário pelos investimentos no município e, quebrando o protocolo lembrou a importância dos investimentos na região. “Fizeram um discurso bonito para mim, mas temos muito orgulho em ter amigos e companheiros de trabalho realizando coisas no município. Esperamos que as empresas do grupo X continuem dando lucro e investindo no município”, disse. Já Eike, ao receber a homenagem, agradeceu a “carinhosa harmonia” com o município e a equipe que o acompanha. “a homenagem é de vocês também”, finalizou.

Segundo empresário, porto do Açu será o maior de todos os países banhados pelo Atlântico

Durante a entrevista, Eike também anunciou que um grupo de trinta empresas nacionais e internacionais, já assinaram um protocolo de intenções, onde vão investir cerca de R$ 30 bilhões na área do Complexo Portuário do Açu e outros R$ 10 bilhões na instalação de uma fábrica de tubos e chapas de aço por parte da empresa italiana, Tequinte. Além disso, o empresário também informou que a área construída no Açu tem perspectiva de investimentos para os próximos 30 anos.

O investimento para a construção do Porto em si serão investidos cerca de US$ 6 bilhões, dos quais US$ 1,6 bilhão são investidos na construção do Complexo Portuário e outros US$ 4,1 bilhões na usina termoelétrica, com capacidade de gerar 2.100 MV para as usinas que irão se instalar em torno do Porto. Atualmente, 1.500 pessoas trabalham nas obras.

“Os navios cresceram de uma tal maneira que sem um porto dessa dimensão, você não entra nas principais rotas de comércio no mundo. Esse é um superporto que vai fazer uma revolução na região. Para você entrar hoje em um porto no Rio de Janeiro ou em Santos, é complicado, pois a cidade meio que engalfinhou os focos. E os equipamentos de última geração, que são navios gigantescos, tem que entrar e sair muito rapidamente”, disse. “Como você possui uma área muito grande, estamos criando um conceito supermoderno, que é o conceito de Porto-Indústria. Aqui vai se criar o maior pólo industrial do Brasil e do Atlântico”.

Eike também comentou o fato de São João da Barra ter sido escolhido para a instalação do Porto. “Começou com o Wagner (Victer) tirando da gaveta da Secretaria (Energia, Indústria Naval e Petróleo) esse projeto. Ele ofereceu a vários grupos nacionais e nós enxergamos que havia a oportunidade de construir um porto enorme. O que mais chamou atenção é que perto de Campos, em São João, havia uma retroárea livre onde a gente pode conceber o porto-indústria”, disse.

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Eike recebe comenda em SJB

Empresário constrói Complexo Logístico no Açu


Divulgação

EIKE - Empresário vai receber a maior comenda da Câmara de São João da Barra


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Nagyla Corrêa

Agraciado no ano passado com a comenda Barão de São João da Barra, o presidente do Grupo MMX, empresário Eike Batista, estará no município amanhã para receber de fato a medalha. O empresário preside o grupo que está construindo o Porto no Açu, com expectativa de geração de três mil empregos na região. Ele aproveita a presença no município para visitar as obras do porto.

Ao meio-dia, ele participa de almoço para entrega da medalha, maior comenda do município, no Restaurante Boi Grill. O município comemora 158 anos hoje e realiza a 364ª Festa de São João Batista.

Eike vai chegar de helicóptero e será recebido pela prefeita do município, Carla Machado, que também deve acompanhá-lo na visita ao canteiro de obras. De acordo com a assessoria de imprensa do Grupo, ontem o empresário ainda estava fechando a sua agenda e somente hoje será definida a seqüência dos seus compromissos. A princípio, está marcada a sua chegada por volta das 9h.

Ontem também os assessores da prefeitura estavam organizando o almoço, mas ainda não tinham a definição se Eike atenderia a imprensa numa coletiva, provavelmente, antes da solenidade. Além disso, como o governador, Sérgio Cabral, estará numa viagem ao exterior amanhã, a prefeitura fez o convite ao vice-governador Luiz Pezão. A decisão deve ser oficializada somente hoje.

Mineiro de Governador Valadares, Eike Fuhrken Batista é um empresário que atua em várias áreas, com destaque a mineração.

Ele é conhecido por sua ousadia nos negócios, a ponto de ser taxado às vezes de aventureiro. Em janeiro, ele anunciou a venda de parte dos ativos da MMX Mineração e Metálicos, uma das empresas de sua holding EBX, para o grupo Anglo American.

O negócio, segundo Eike, foi fechado em três meses e representa a maior operação da mineradora anglo-sul-africana no mundo. Segundo o empresário, a EBX continuará dona da MMX, que, com a reestruturação, vai vender operações. Com isso, a recém-criada Newco, da Anglo, comprará dois dos principais ativos da MMX: a MMX Amapá e a MMX Minas-Rio.

Investimento no município é de US$ 2,5 bilhões até o ano de 2010
O complexo logístico do Açu prevê investimento de cerca de 2,5 bilhões de dólares, incluindo obras civis, dragagem, construção de linhas elétricas, melhorias em estradas de acesso, compensações ambientais às localidades, incluindo ainda compra e montagem de equipamentos eletromecânicos de grande porte. Por enquanto, foram gerados 1.200 empregos diretos, sendo cerca de 55% originários da região. Esse número ainda deve crescer para mais de 1.500. O início das operações está previsto para o primeiro semestre de 2010.

De acordo com representantes da empresa, três razões motivaram a escolha para a instalação do empreendimento: seu posicionamento geoeconômico, com possibilidade de atender a demanda do Sudeste Brasileiro, onde concentra a maior parcela do PIB do país; a utilização de áreas já bastante degradadas para as atividades retroportuárias, minimizando impactos ambientais; e a possibilidade de ancoragem de navios de grande porte, com avanço relativamente pequeno mar adentro.

Para cada emprego direto, três são gerados indiretamente. Daí estima-se pelo menos 5.100 empregos a serem gerados na implantação do complexo, com reflexos principalmente em São João da Barra, movimentando a economia através de restaurantes, pousadas, escolas, comércio, entre outras áreas.

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SJB condecora hoje Eike Batista com a Comenda do Barão

Vice-governador confirma presença


Rogério Santana/Divulgação

EIKE BATISTA - Empresário terá encontro com a imprensa às 11h30 no gabinete da prefeita Carla Machado


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DA REDAÇÃO

Antes do almoço para a entrega da Comenda Barão de São João da Barra ao presidente do Grupo MMX, empresário Eike Batista, que está construindo o Complexo Logístico do Porto do Açu, ele vai dar uma coletiva marcada para as 11h30 no gabinete da prefeita do município, Carla Machado. O vice-governador, Luiz Pezão, também confirmou a presença e, junto com a prefeita, vai acompanhar o empresário à visita às obras do Porto, logo pela manhã.

A comenda representa a maior honraria do município concedida durante as comemorações do aniversário da cidade, que completou 158 anos ontem. Eike foi homenageado no ano passado junto com outro empresário da cidade, mas, como não pôde comparecer, a solenidade ficou marcada para hoje. O empresário brasileiro preside um dos maiores grupos do país, com destaque a mineração, e a obra do Açu é sinônimo de desenvolvimento para toda a região, com expectativa de geração de três mil empregos.

O vice-governador estará no município representando o governador, Sérgio Cabral, que, em função da recente viagem à Alemanha, não pôde firmar este compromisso fora da capital. Depois do almoço, Pezão deve acompanhar Carla na inauguração da Avenida Afonso Nunes, do outro lado da Lagoa de Iquiparí, em Grussaí.

O Porto – Prevê investimentos na ordem de U$ 2,5 bilhões para as instalações do complexo logístico no Açu, incluindo obras civis, dragagem, construção de linhas elétricas, melhorias em estradas de acesso, compensações ambientais às localidades e ainda a compra e montagem de equipamentos eletromecânicos de grande porte. O início das operações está previsto para o primeiro semestre de 2010 e, nas obras, já estão empregados 1.200 pessoas, 55% da região.

Pelo menos três vagas são criadas para cada emprego direto, otimizando a estimativa de geração de mais de cinco mil frentes de trabalho na região, sendo São João da Barra a principal cidade beneficiada. A economia do município já está sendo melhorada com a maior movimentação nos restaurantes, pousadas, comércio de um modo geral, entre outros.

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Emprego deve crescer na região, mas impacto na segurança e no meio ambiente preocupa


Alberto Komatsu

Aos 68 anos, a pensionista Cecília Machado França jamais havia visto um movimento tão grande de caminhões na estrada onde mora. Nascida em São João da Barra, no litoral norte fluminense, ela ainda não se acostumou com o tráfego intenso diante da porta de sua casa, a cerca de dois quilômetros da entrada do que será o Complexo Portuário do Açu, investimento de US$ 2,5 bilhões que começa a ser erguido. São 160 caminhões por dia que trafegam carregados de argila para firmar o terreno de algumas áreas que abrigarão imóveis e máquinas.

"Já está dando para comprar uma carne um pouco melhor", diz Cecília, que tem dois filhos e três genros ex-lavradores trabalhando no porto. Ao lado de seu terceiro filho, Roberto, lavrador de 34 anos, ela diz que, no início, tinha receio das obras e medo de se mudar. "O pessoal (do porto) veio aqui e falou que a vida vai melhorar e que vai ter muito emprego."

O dono do empreendimento, o empresário Eike Batista, já negocia investimentos de pelo menos US$ 12 bilhões só para a instalação de uma siderúrgica. Uma montadora e uma termelétrica também deverão integrar o projeto, que já rende bons resultados para estabelecimentos comerciais locais e até uma cooperativa de costureiras. Moradores foram beneficiados com as melhorias da estrada de terra que leva ao porto, que antes tinha alagamentos.

Letícia Barreto Gomes, vendedora de uma loja de rações, diz que as vendas aumentaram 10% desde o início das obras. A Costurarte, cooperativa de costureiras, negocia com a LLX para produzir uniformes para os funcionários do projeto.

Para autoridades e acadêmicos, a enorme quantidade de trabalhadores que viverão temporariamente nas proximidades de São João da Barra preocupa. O receio é com segurança, prostituição e aumento do custo de vida.

A prefeita local, Carla Machado (PMDB), negocia com a LLX a construção de alojamentos com infra-estrutura para evitar a aproximação dos trabalhadores das pessoas que moram perto do porto. "A idéia é que eles venham a intervir na cidade da menor maneira possível."

O gerente de operação portuária da LLX, Romeu Rodrigues, estima que serão 1,5 mil trabalhadores no pico das obras. Atualmente, já trabalham cerca de 800 pessoas.

MEIO AMBIENTE

Entre especialistas de meio ambiente, porém, a preocupação é com o impacto na área de restinga, vegetação predominante no entorno do porto. "A termelétrica terá capacidade para 2 mil Megawatts (MW). É mais do que as usinas de Angra 1 e 2 juntas. Você não gera energia nessa quantidade impunemente", diz o professor de educação Ambiental do Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos dos Goytacazes (Cefet), Hélio Gomes Filho.

Segundo ele, o receio é o de haver uma mudança na temperatura da água do mar, que será utilizada para resfriar as máquinas da termelétrica.

O integrante da ONG Cidade 21, Roberto Moraes, diz que as pedras a serem usadas na construção virão de uma pedreira adquirida pela LLX em Campos, no morro de Itaoca. Ele receia o aumento de tráfego dos caminhões em Campos e região. A areia que será retirada do fundo do mar para o porto receber navios de grande porte também preocupa.

Romeu Rodrigues, gerente da LLX, diz que cerca de 30% da área total do porto, de 7,8 mil hectares, será de preservação ambiental. Para cada árvore extraída da restinga, serão replantadas cinco.
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080504/not_imp166990,0.php

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Complexo do Açu vai atender indústria petrolífera

Por Victor Abramo

Fonte:

Data: 20/10/2006 00:00

O Complexo Logístico e Industrial do Açu, em São João da Barra (RJ), poderá servir de base de apoio para a indústria petrolífera no norte-fluminense e para o setor alcooleiro regional, além de vir a ser o pólo exportador do minério de ferro produzido pelo Grupo MMX em Minas Gerais.

Durante a apresentação do projeto logístico pelo presidente do Grupo MMX, Eike Batista, nesta sexta-feira (20/10), a govenadora Rosinha Matheus informou que pretende atrair a refinaria Premium da Petrobras para o município de Campos, no norte fluminense, aproveitando a estrutura logística que surge a partir do empreendimento da MMX.

O diretor de negócios da MMX, Rodolfo Landim, acredita que a proposta poderia fazer sentido logístico. Segundo ele, a refinaria Premium da Petrobras, que tem capacidade de processar 500 mil barris diários de petróleo pesado, tem o objetivo de processar este óleo bruto para que ele alcance um nível de qualidade aceitável para exportação.

Neste sentido, a refinaria próxima a um porto de grande calado e capacidade para grandes tonelagens é considerado adequado pelo executivo, que foi também presidente da BR Distribuidora. Landim ressalta, no entanto, que não há nenhuma informação sobre o interesse da Petrobras a respeito a utilização das instalações da MMX. Por outro lado, informa que a infra-estrutura é adequada e caso a refinaria seja colocada na região haveria uma "sinergia natural".

Além da exportação de petróleo, o Complexo Logístico do Açu também poderá servir para outras necessidades da indústria petrolífera, especialmente no que se refere ao transporte de equipamentos e materiais para a indústria offshore.

"Atualmente, toda a produção de peças, placas de aço, equipamentos está em locais que a logística condena", resume Landim, que também descreve o tortuoso caminho de equipamentos, chapas de aço, módulos industriais desde os locais de produção até a Bacia de Campos, por meio de caminhões, passando por portos já saturados até chegarem ao destino.
segundo o executivo, o empreendimento da MMX, que contempla também a instalação de uma usina de pelotização próxima ao porto, atrairá, certamente, empreendimentos siderúrgicos para a região o que será um grande ganho logístico para indústria petrolífera.

"Com este empreendimento, as indústrias poderão montar os equipamentos na região do porto e escoar para a Bacia de Campos de forma muito mais eficiente", considera.

Além da indústria petrolífera, Landim comenta que o porto também poderá servir de incentivo para a retomada da produção alcooleira na região. Atualmente, 90% da produção de açúcar e álcool se concentra nas regiões de São Paulo e Goiás e uma outra parte no Nordeste brasileiro. O executivo acredita que a possibilidade de exportar através do porto da MMX poderá incentivar a retomada desta agroindustria, que já foi muito representativa no Norte Fluminense.

O projeto do Complexo Logístico e Indústrial do Açu foi apresentado pelo presidente da MMX nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro. O Complexo é parte do Sistema MMX Minas-Rio, criado para possibilitar o escoamento da produção de minério de ferro da companhia em Minas Gerais. O Sistema é composto pela mina, em Conceição do Mato Dentro (MG), por um mineroduto de 500Km atravessando 32 municípios, pela usina de pelotização e pelo porto do Açú para o escoamento da produção.

O investimento previsto no projeto é de US$ 1,3 bilhão e o início das obras está previsto para o primeiro ou segundo trimestre de 2007 e o início de operação para primeiro trimestre de 2009. A expectiva de rendimento é de US$ 850 milhões para a exportação de 26,5 milhões de toneladas por ano de minério de ferro.

Em 2009, o transporte através do mineroduto e a exportação seria de 8 milhões de toneladas ano de minério de ferro. Em 2010, o volume chegaria a 20 milhões de toneladas por ano e a capacidade máxima seria atingida em 2011.

O secretário de Energia, Indústira Naval e do Petróleo, Wagner Victer, informou ainda que o governo estadual retirou o ICMS dos ativos do Sistema Minas-Rio, o que representa cerca de US$ 150 milhões de desconto de ICMS para o a implantação do projeto e ofereceu ainda a redução da alíquota de ICMS para 2% na região para a comercialização no mercado interno.

O secretário informou, ainda, que o licenciamento ambiental deverá ser concedido até o final do ano pela Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema), que é o órgão ambiental estadual. Também presente o evento, a presidente da Feema, Isaura Fraga, informou que o estudo de impacto ambiental, Eia-Rima, já foi apresentado e está para ser marcada a Audiência Pública proximamente.

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